Festas corporativas ganham papel estratégico e impulsionam mercado de eventos
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Festas corporativas ganham papel estratégico e impulsionam mercado de eventos

Com a disputa por talentos, a necessidade de fortalecer a cultura organizacional e a busca por experiências presenciais, as festas corporativas estão ganhando novos formatos e relevância nas estratégias das empresas. O que antes se concentrava principalmente nas confraternizações de fim de ano agora inclui aniversários de empresa, celebrações de metas, lançamentos, encontros de liderança e eventos voltados à integração das equipes.

Para Milena Sakamoto, CEO da Eventesse, agência que figura entre as dez maiores empresas de live marketing e eventos corporativos do país, a mudança reflete uma nova visão das companhias sobre o papel desses encontros. “A festa corporativa continua sendo um momento de celebração, mas hoje ela precisa cumprir outros papéis. As empresas querem criar experiências que façam sentido para as pessoas, reforcem a cultura, aproximem equipes e, em muitos casos, fortaleçam também a relação com clientes e parceiros. Isso elevou o nível de exigência e transformou o evento em uma ferramenta estratégica”, afirma.

Essa movimentação também envolve uma cadeia de negócios que inclui espaços para eventos, alimentação, transporte, cenografia, audiovisual, tecnologia e entretenimento. Para as agências especializadas, a demanda por projetos personalizados amplia as possibilidades de atuação e exige maior integração entre os diferentes fornecedores envolvidos.

Indicadores de atividades relacionadas ajudam a contextualizar esse cenário. O consumo associado às atividades de recreação chegou a R$ 76,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE). Já os gastos com viagens corporativas somaram R$ 114,1 bilhões entre janeiro e julho, crescimento de 5,6% na comparação anual, de acordo com o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a ALAGEV. Embora não representem exclusivamente o segmento de eventos corporativos, os números ajudam a dimensionar a movimentação econômica de atividades relacionadas.

O avanço também aparece nos resultados da Eventesse. A companhia passou de 72 projetos realizados em 2024 para 270 em 2025, um crescimento de 275% em um ano. Para 2026, a projeção é chegar a 333 eventos, alta de aproximadamente 23% em relação ao ano anterior.

Com projetos cada vez mais personalizados, o planejamento envolve desde a escolha do formato e das atrações até os recursos de cenografia e tecnologia. O desafio é alinhar essas decisões ao perfil dos participantes, aos objetivos da organização e ao orçamento disponível.

“Existe uma procura maior por experiências que tenham uma história para contar. Não basta reunir as pessoas em um espaço. É preciso pensar em como aquele encontro será lembrado e qual mensagem a empresa quer transmitir. Ao mesmo tempo, as companhias estão mais criteriosas com seus investimentos e esperam que os eventos entreguem valor para o negócio e para as pessoas. Nesse cenário, a agência deixa de ser apenas uma fornecedora e passa a atuar como parceira na construção da experiência”, conclui Milena.

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