Design é estratégia de negócio, com ou sem IA
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Design é estratégia de negócio, com ou sem IA

Durante muito tempo, o design foi associado principalmente à estética, algo ligado à aparência de produtos, interfaces ou marcas. Mas nas últimas duas décadas, essa percepção mudou radicalmente dentro das empresas.

Hoje, o design é cada vez mais entendido como uma ferramenta estratégica capaz de conectar tecnologia, comportamento humano e objetivos de negócio.

A trajetória de Adriano Valadão de Freitas acompanha exatamente essa transformação. Com mais de duas décadas de atuação em design, inovação e experiência do usuário (UX), Adriano construiu uma carreira que atravessa diferentes contextos (e oceanos!). Do sistema financeiro à inovação social, passando por projetos internacionais de marketing digital. Ao longo desse percurso, ele participou da criação de iniciativas, programas e produtos que demonstram como o design pode influenciar diretamente a forma como as organizações pensam, operam e inovam.

"Design nunca foi apenas sobre estética", afirma o executivo. "Para mim, sempre foi sobre resolver problemas. Entender como as pessoas pensam, tomam decisões e interagem com sistemas, mensagens, dispositivos. Identificar desafios e criar soluções de naturezas diversas, seja um cartaz, um fluxo de compra ou uma tela de um aplicativo", explica Adriano.

Uma curiosidade criativa que começou cedo

Formado em Design Digital, Adriano começou a se destacar ainda na graduação. Seu projeto de conclusão de curso, inspirado no clássico distópico 1984, de George Orwell, explorava a relação entre tecnologia, sociedade e controle da informação. O estudo é, até hoje, um dos mais referenciados pelos alunos dos cursos de design da Universidade Anhembi Morumbi.

Não por acaso, o trabalho conquistou seu primeiro grande reconhecimento internacional ao ser selecionado para o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), um dos eventos mais relevantes do mundo dedicados à arte e tecnologia digitais. O reconhecimento precoce já apontava para um traço que marcaria toda a sua trajetória profissional: a união entre rigor metodológico, visão crítica e relevância cultural.

Impacto no setor financeiro e prêmio do Banco Mundial

Em sua passagem por grandes corporações no Brasil, Adriano teve papel decisivo na criação e consolidação do time de Inovação do Banco Itaú, uma das maiores instituições financeiras da América Latina. Nessa fase, esteve envolvido na estruturação de projetos estratégicos de grande escala que uniam transformação digital e impacto social.

Entre as iniciativas de maior destaque está o programa Itaú Mulher Empreendedora, que foi premiado internacionalmente pelo Global SME Finance Awards (organizado pelo IFC em parceria com o Banco Mundial). O prêmio chancelou a eficiência do design estratégico aplicado a serviços financeiros, demonstrando como a experiência do usuário pode promover a inclusão econômica e a competitividade no ecossistema de negócios.

A expansão global e o reconhecimento no mercado americano

Ao expandir sua atuação para os Estados Unidos, Adriano integrou a equipe da agência PACIFIC, em San Diego (Califórnia), onde liderou estratégias de design e experiência digital para grandes marcas globais como Expedia, Microsoft, Vrbo, Petco, American Home Shield e Actian.

Ele planeja dar continuidade à sua trajetória apostando fortemente em IA e estuda o desenvolvimento de um modelo de negócios focado em inserir e integrar empresas no ecossistema da inteligência artificial. A proposta visa capacitar organizações a evoluírem estrategicamente, unindo alta tecnologia, eficiência operacional e design centrado no ser humano.

"A IA está tornando o designer um profissional mais completo. Durante muito tempo, a maior parte da implementação de inovações tecnológicas dependia de desenvolvedores. Agora o designer consegue ir da ideia ao produto funcionando, o que o torna mais requisitado e muito mais capaz de empreender. E o olhar para as pessoas continuará sendo o diferencial: se a IA entrega caminhos estratégicos, conteúdo e soluções visuais em questão de segundos, é o designer quem testa, interpreta, questiona, observa e descobre o que realmente funciona para as pessoas que usarão o produto ou serviço.", afirma Valadão.

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