Além das academias: 5 curiosidades sobre o profissional de Educação Física
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Além das academias: 5 curiosidades sobre o profissional de Educação Física

No Brasil, a profissão de Educação Física foi formalmente regulamentada pela Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998. Desde então, o mês de setembro passou a ser marcado pela celebração do Dia do Profissional de Educação Física, uma oportunidade para reconhecer a importância desses profissionais na promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida. Atualmente, mais de 745 mil profissionais de Educação Física estão registrados no sistema do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF).

Em um cenário de crescente interesse por saúde e bem-estar, José Adeirton, professor de Educação Física, especialista em fisiologia do exercício e consultor técnico da Fast Treino, rede de academias inteligentes que aposta em circuitos full body de até 36 minutos, reuniu cinco curiosidades sobre a profissão que está cada vez mais presente na rotina da população. Confira:

1. A origem da profissão

Muito antes de se tornar uma profissão regulamentada, a prática de atividades físicas já ocupava um papel importante na sociedade. “O conceito da profissão nasceu na Grécia Antiga, quando o exercício físico era visto como essencial para o equilíbrio entre corpo e mente. Grandes personalidades, como Platão e Aristóteles, defendiam a ginástica como um pilar fundamental da educação do cidadão”, destaca José Adeirton.

2. Formação acadêmica

A formação em Educação Física possui dois caminhos principais, que definem diferentes possibilidades de atuação profissional. “A formação universitária se divide em dois caminhos bem definidos. O profissional com grau de licenciatura atua no ambiente pedagógico, como professor em escolas, enquanto o bacharel atua em academias, clubes, hospitais, no esporte de alto rendimento e com treinamento personalizado. Depois de formado, é necessário se registrar no Conselho Regional de Educação Física para exercer a profissão legalmente”, pontua.

3. Atuação muito além da musculação

Apesar de a associação com academias e musculação ser bastante comum, o mercado de trabalho para o profissional de Educação Física é muito mais amplo. “Quando se fala em profissional de Educação Física, é comum pensar logo em academia e musculação. Mas a área de atuação é muito mais ampla. O profissional pode trabalhar em escolas, clubes, hotéis, hospitais, centros esportivos, carreiras militares, empresas e até com preparação física de atletas. Onde existe movimento, pode existir espaço para esse profissional”, ressalta.

4. Ciência por trás do movimento

Por trás de uma série de exercícios existe conhecimento técnico e científico que permite ao profissional avaliar e adaptar as atividades de acordo com as necessidades de cada pessoa. “O profissional de Educação Física estuda o funcionamento do corpo, princípios de treinamento, desenvolvimento motor, anatomia e fisiologia. Ele precisa entender, por exemplo, por que determinado exercício é indicado para uma pessoa e não para outra, além de saber como adaptar uma atividade de acordo com a idade, o objetivo e o nível de condicionamento”, explica o especialista.

5. A tecnologia substitui o profissional?

Relógios inteligentes, aplicativos de exercícios, videoaulas e sensores de movimento já fazem parte da rotina de quem pratica atividades físicas. Mas será que essas ferramentas podem substituir o acompanhamento de um profissional? Para José Adeirton, a resposta é não. “Esses recursos não substituem a importância e a atuação do profissional de Educação Física, seja no planejamento por trás de cada ferramenta ou no acompanhamento direto do aluno. Ao mesmo tempo, a tecnologia pode ser uma aliada, contribuindo para tornar os treinos mais eficientes e personalizados. Por isso, é importante que o profissional acompanhe as novas ferramentas e tendências do setor”, conclui.

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